Eu tive que dizer adeus.

Terminar coisas, nunca foi algo que eu conseguisse fazer com facilidade. Sempre preferi usar vírgula do que ponto final. Sempre preferi prolongar a dor, do que me livrar dela. A palavra fim, nunca fez parte do meu dicionário. E quando eu finalmente criei coragem, dei um basta naquilo que no fundo eu sempre soube que não era amor. Acabar com algo que eu achava que ia durar pra sempre, doeu muito, foi difícil, mas acabou, finalmente, acabou. Fiquei por anos me perguntando como seria se eu não tivesse botado um fim naquilo tudo. Como seria se eu tivesse voltado atrás, ou se eu tivesse atendido aquela ligação, naquele sábado chuvoso. Ficar pensando como seria as coisas, se eu tivesse feito diferente, acabou comigo, me deixou numa profunda depressão que eu não sabia como lidar. Eu sempre soube, que um dia ia acabar, mas eu não queria, eu preferia conviver com a dor, do que com a perda. Lidar com a saudade, com a perda e com a distância foi horrível. Mas passou, demorou muito, mas passou. Depois que eu acabei com ele, naquela sexta feira entediante de dezembro, fui viajar e por os pensamentos no lugar. Fiquei dias olhando pro mar, e imaginando aqueles olhos esverdeados olhando fixamente pra mim e questionando o porque eu tinha feito aquilo. Fui viajar pra esquecer, e acabei lembrando mais ainda. Chorei, e ele não estava ali pra enxugar minhas lágrimas. Queria sentir o cheiro dele em mim, depois de um longo abraço apertado, mas ele não estava ali. Daí que me dei conta, que ele nunca esteve. Nem mesmo quando eu estava a centímetros dele, ele não estava comigo, nunca esteve. Eu sempre fui um tampão para as feridas dele, sempre fui o remédios das suas dores, mas agora eu sou o meu, sou minha e não mais dele. Agora, apesar da dor imensa que sinto dentro de mim, me sinto aliviada. E aos poucos estou aprendendo a lidar com essa coisa toda, e aprendendo que se Deus tirou ele da minha vida, não foi uma perda, e sim, um grande livramento. Obrigado.

Eu tive que dizer adeus.

Meus erros

Entre erros e acertos, eu vou aprendendo. Aprendendo que nem sempre vou receber tudo o que eu der. Nem tudo é recíproco. Aliás, a maiorias das coisas não são, os sentimentos não são. Aprendendo que as pessoas mentem, enganam e fazem de tudo para chegar até o seu objetivo final. Aprendendo que certas coisas vão me machucar hoje, que pessoas irão me ferir, mas que amanhã será tudo curado. Aprendendo que a dor do amor, não mata ninguém. Aprendendo que as pessoas não mudam dum dia pro outro. E que nem tudo será do jeito que eu imagino antes de dormir. As vezes choro na esperança de um alivio, por causa de algo ou alguém, mas eu sei amanhã vai passar, sempre passa. O amanhã já foi remédio pra muita ferida aberta dentro de mim. Continuo aprendendo muito, mas confesso que as coisas que aprendi errando, não significam que não vou fazer de novo. As vezes é necessário errar mais de uma vez pra ter certeza. Eu sou assim, prefiro me arrepender, do que ficar na vontade. Prefiro saber que estou errando quando estou fazendo, do que não fazer nada e ficar dias, noites, meses e até mesmo anos me perguntando como seria se eu tivesse feito. A dor do “e se?” é mais dolorida e machuca mais do que muita coisa. Hoje eu errei, e errei feio, errei achando que estava acertando, afinal esse é sentido da vida, não é mesmo? Se doar para alguém de corpo e alma não é um erro, mas achar que vou receber tudo o que dou para as pessoas, é um erro inevitável.

Meus erros